Numenera no Recinto

A Máquina dos Mortos - Parte Final

Pegue aqui a minha cobra.

O grupo de aventureiros e aventureiras conseguiu sair da vila na Floresta Falsa – usando a mesma estratégia de ir por cima da rede. Ainda passaram por mais alguns acampamentos à caminho de seu destino final, mas, sem eventualidades, o jogo se acelerou. O problema foi o que eles encontraram quando chegaram lá.

A cidade estava no mais completo caos. Se uma casa não estava completamente queimada, estava em chamas. Os moradores ? Enlouquecidos. Cada um deles afirmava uma coisa diferente – alguns possuíam uma verdade absoluta, outros acreditavam que as pessoas possuíam chips em suas cabeças, e a violência era extrema, com vários mortos e machucados espalhados por todo o local.

No meio de toda essa destruição, uma mulher aparentemente estava sã. Ao redor dela, uma fila de machucados – vítimas do caos – esperavam sua vez nas mãos dela. Era uma curandeira, uma médica, alguém que estava usando de seus recursos para costurar, juntar, curar os pedaços daqueles que ainda possuíam salvação. Nos aproximamos dela para conseguir informações, mas ela não parecia saber de nada relevante – só nos indicou onde ficavam os sacerdotes da região. Mas quando mencionamos o objeto de nossa missão, a Máquina dos Mortos, tudo mudou.

Todas as pessoas que estavam próximas tiveram um pequeno ataque de epilepsia – seus olhos ficaram brancos, leitosos, e seu comportamento se tornou violento. As opiniões dos integrantes do grupo de como lidar com isso foram bem diferentes. Um deles jogou algo na perna da mulher, outro saiu levitando para longe, e outros dois foram recuando e se defendendo com um escudo. A mulher, que antes curava os enfermos e acabou enlouquecendo, quase morreu – mas foi pega e carregada junto com o grupo. A opção de ação parecia óbvia – entrar no templo dos Sacerdotes.

Quando somos crianças nossos pais normalmente pedem para não corrermos para não cairmos. Adara pareceu esquecer dessa regrinha, porque correu três vezes e estabacou a cara as três.

Chegamos lá com os fãs de Kanario na nossa cola. Por um tempo Pupri conseguiu segura-los na escadaria enquanto os outros membros entravam e procuravam por pistas. Lá dentro, encontraram um estagiário arrumando o lugar semidestruído. Até que Saito tentou ajudar a conter os enlouquecidos lá fora, mas é como diz o ditado: Não mexa em time que tá vencendo. Ele foi e fez merda. Uma breve conversa com o estagiário revelou que os Sacerdotes estavam lá dentro tentando resolver o problema da cidade, e o rapaz até resolveu o problema com os headbangers lá fora.

Um pouco de persuasão foi necessária para que o jovem deixássemos falar com os Sacerdotes. Ele usou um sistema de segurança para liberar acesso e descemos uma escada em espiral até chegarmos onde queríamos. Durante o caminho sentimos um cheiro de podridão que só fez aumentar. Rapidamente descobrimos o porquê – era um necrotério lá embaixo. E ainda mais estranho era um Sacerdote estar conversando com a as cabeças decepadas de alguns corpos que estavam pelo local.

Muitos questionamentos foram feitos, e descobrimos que a máquina estava atrás de um painel não muito diferente daquele que foi usado para liberar passagem mais cedo. Em uma tentativa de estudar o dispositivo e conseguir acesso, Will e Adara tiraram 1. Só isso. Mas nem tudo estava perdido. Um dos aventureiros possuía uma cifra capaz de ajudar, e a usou para derreter o acesso à Máquina dos Mortos. Entramos.

Lá dentro, um corredor que mudava de forma os levou até a sala da Máquina, que na verdade não era tão máquina assim. O Sacerdote nos avisou que era uma criatura com poderes mentais poderosos, e encontramos um saco amniótico negro, com luzes pulsantes e várias gosmas-cabos ligando-as às paredes. Ouviram a voz da criatura, em suas mentes.

A criatura parecia não querer estar ali. Queria sair, queria ser salva. Will usou um aparato recebido das mãos do Sacerdote para cortar em um lugar específico, e de lá vazou algo – que descobrimos ser a criatura em si. Essa criatura gerou um evento em que usava os objetos próximos com um “corpo”, uma espécie de golem. A convencemos de que estava tudo bem e que ela deveria ver o estrago que estava acontecendo na cidade.

A criatura parecia ter uma noção diferente do que aconteceu. As pessoas da cidade estavam usando a influência dela para ouvir o que os mortos tinham a dizer – mas foi descoberto que os mortos nunca falavam a verdade. Pareceu que eles apenas reproduziam sonhos e eventos do passado da criatura. O Sacerdote, de alguma maneira, acabou “despertando” a criatura. Sua influência aumentou e, se sentindo sozinha, ela usou seus poderes para conseguir “amigos”, alterando a percepção da realidade das pessoas e tornando-as violentas, com vontade de entrar no templo e se aproximar da criatura. O que resultou foi o caos completo no qual a cidade foi envolvida. No desespero de tentar consertar a merda que havia feito, o Sacerdote começou a matar integrantes de sua cabala para tentar conseguir alguma informação relevante. Ele pareceu dizer que os integrantes doaram seus corpos, mas não ficou claro.

A criatura liberou sua influência sobre as pessoas da cidade, acreditando ter encontrado “amigos”: nosso grupo. Excitados para ter um mascote, aceitamos prontamente e de bom grado. Os habitantes ficaram confusos, sem saber o que tava con teseno, e um dos integrantes rapidamente colocou a culpa no Sacerdote. O mob foi atrás pra descer o quequéu. Só que o quequéu ia acabar fodendo com a vida do estagiário também.

Determinados a tentar impedir a trucidação do coitado do jovem, uma parte do grupo foi atrás do mob pra ver o que conseguiam fazer. Depois de um display de força e persuasão, os habitantes aceitaram que matar o Sacerdote e o aprendiz não parecia ser tão justo assim, e resolveram dar uma chance – pelo menos o Sacerdote ajudaria a reconstruir a cidade e depois estaria ao dispor da justiça do local. O aprendiz seria liberado pois não tinha culpa nenhuma.

Saito encontrou a mulher que quase matou. Se condoendo por dentro por quase exterminar uma inocente (os outros inocentes que ele matou que se fodam), ele foi lá e deu a cobra pra mulher. A mulher ficou espantada com o tamanho e função do equipamento, e disse que iria usa-lo bastante da melhor maneira que conseguiria.

Com um novo pet e a missão relativamente cumprida, o próximo passo do grupo foi procurar saber que fim teve a garota mentalista. E a nova jornada se inicia.

Comments

SeanWishart

I'm sorry, but we no longer support this web browser. Please upgrade your browser or install Chrome or Firefox to enjoy the full functionality of this site.