Numenera no Recinto

Queríamos ser serpentes, mas fomos tigres.

NÃO SOLTA A BOLA DE FOGO NÃAAAA - Xii . . .

Nossos intrépidos heróis conseguiram salvar a sacerdotisa dos corvos que havia sido presa nos calabouços de Trono Branco, junto com alguns outros poucos prisioneiros que estavam na mesma sala. Uma das prisioneiras era a companheira do ferreiro celestial da cidade, o que rendeu um favor dele – o mesmo decidiu que faria as armaduras o mais rápido possível.

Antes de descansarei, os aventureiros começaram a fazer um brainstorm para tentar decidir uma maneira de lidar com a situação; como lidar com Nazena (também conhecida como Maizena, e assim será tratada daqui em diante). Uma das ideias era tentar entrar na moradia dela a partir do segundo andar, supondo que conseguíssemos chegar lá através dos portões principais. A outra ideia era encontrar a entrada dos fundos, que era guardada por uma criatura mística dominadora do trovão. Ninguém estava se importando com os imensos tesouros que a criatura guardava, claramente só queríamos o desafio. De matar a criatura. Que Nazena teve trabalho pra dominar.

Depois de uma noite de descanso, a feiticeira do grupo decidiu dar um rolé na cidade e olhar umas casas de alquimia para ver se encontrava poções que pudessem ser úteis. A ideia principal era conseguir poções da invisibilidade, resistência contra o frio, e resistência contra eletricidade. Uma de invisibilidade, três de resistência à gelo e duas de resistência à eletricidade depois, a sacerdotisa revela para o grupo que havia rezado fervorosamente para sua deusa, e que havia recebido uma revelação – ela sabia como encontrar a passagem subterrânea. Quando a noite caiu, todos foram serpentes, e foram por baixo do chão.

Novamente o esgoto foi o caminho de entrada para túneis gelados e muito cocô. Encontramos uma passagem secreta (eu acho, não lembro direito dessa parte), e dentro dela túneis feitos completamente de gelo eterno. Nesse corredor gelado haviam pedaços de gelos, todos com alguma coisa dentro. Objetos, tesouros, aparatos, e pedaços de criaturas (e às vezes criaturas inteiras). Tudo congeladinho e pronto para serem postos em bebidas. No final do túnel havia uma porta. Havia uma porta no final do túnel. Mas era uma portona. Uma portona bem grandona, com a descrição “até uma criatura huge conseguiria passar dando cambalhotas, com espaço de sobra”. Bem grande.

A parede ao redor dessa porta possuía dizeres. A feiticeira usou uma magia de ritual e conseguiu ler o que havia escrito. Era algo como: “Aqui está o tesouro das bruxas. Se você não for de sangue puro, não entre, ou morrerá”. Acho que a criatura que tava guardando o tesouro não era de sangue puro . . . Só acho . . .

Com uma habilidade fora do cumum, o ex-ladino-agora-guerreiro-do-grupo usou todo seu conhecimento da classe passada para destrancar a porta com maestria. Mas precisaram de mais de uma pessoa para empurrar a porta. Um barulho de rocha arrastando contra rocha era ouvido cada centímetro em que conseguiam mover aquela porra. Abriram o suficiente para entrar, e se depararam com o puro breu. Nada que fosse problema, não tem humanos no grupo, ou seja, todo mundo enxerga no escuro.

O druida, com seus olhos de bicho do mato, avistou uma criatura se arrastando e se escondendo atrás das pilhas de dinheiro e tesouro, e gritou em alto e bom tom: “OLHA ELA ALI Ó”. E então rolaram-se iniciativas.

Durante o combate, a criatura usou um bafo de raio que atingiu dois dos heróis. ADIVINHA QUEM PERDEU TEMPO COMPRANDO POÇÃO DE RESISTÊNCIA CONTRA ELETRICIDADE PRA PORRA DO GRUPO NÃO BEBER PRA ENFRENTAR O BICHO ELÉTRICO ? ACERTOU, MISERAVI. O druida caiu de uma trovoada só. O bárbaro só coçou o umbigo.

Contando com sorte nos dados, bolas de fogo, manobras, e magias divinas do clérigo, o grupo conseguiu derrubar a criatura. Ficaram na dúvida se aquele era realmente o bicho que Nazena teve dificuldade de dominar para proteger o tesouro. Havia outra porta do outro lado da sala, e o grupo não perdeu (muito) tempo, e já foi tentar abrir. Com ênfase no tentar. No meio do caminho foram pegos emprestados uma coroa e algumas gemas azuis bonitinhas. E carinhas.

Dessa vez a fechadura da porta se mostrou ser uma formidável adversária. Resistiu às gazuas do ex-ladino-agora-guerreiro, e às investidas de força do bárbaro. A feiticeira falou “Minha vez” e jogou uma bola de fogo. Em meio aos protestos, devo dizer QUE FUNCIONOU CHUPA ESSA SOCIEDADE. Ah, e o alarme foi disparado.

O grupo correu, correu e correu, até chegar em um pátio. Não consegui entender direito a descrição que o mestre deu, mas era mais ou menos assim: O grupo saiu de um buraco no chão, que ficava na base de um morro. Esse morro possuía uma grande torre. À esquerda, haviam três torres (menores) juntas, e à direita, uma torre (menor também). À distância, alguns trolls começaram a correr na direção dos invasores. Sem tempo para tentar destrancar a porta da maior torre, eles plantaram a base e falaram “PANQUE AQUI, VÁ”. Não, sério, o bárbaro tomou uma poção de armadura de fogo.

Uma batalha árdua começou a rolar solta. Os trolls regeneravam vida, o que forçou algumas pessoas do grupo a tentarem combater isso usando habilidades específicas. No fim do combate, e antes que algum outro começasse, a porta foi destrancada, e o grupo começou a correr as escadas em espiral, subindo a torre ao som de

https://www.youtube.com/watch?v=76K5Rbj1XgU

’Nuff said, acho que já possuíam estrelas o suficiente, porque chegaram no final e abriram a porta. Lá dentro, uma bruxa muito parecida com as imagens das tapeçarias estava sentada em um trono belíssimo. Also, a torre inteira era ricamente decorada. Quando perguntaram “Você é Nazena”, tudo que ouviram foram uma risada.

Fim da sessão.

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SeanWishart

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